Uma Caminhada para Dentro de Si Mesmo

Caros leitores, na reunião de hoje, quarta-feira dia 12/11/2014, foi desenvolvida sobre o tema do pânico e desespero apresentado na forma da mensagem abaixo.

Renião - imagem a caminhada para dentro de si mesmo

Cultivar-se, um segredo eficaz, forma permanente de amar,

de criar saúde, de viver em paz, de ser feliz.

 

O essencial é parar um pouco.

“Vivi portanto só, sem um amigo com que pudesse realmente conversar,

até o dia em que tive uma pane no deserto do Saara.

Alguma coisa se quebrara no motor.

E como não tinha comigo mecânico ou passageiro,

preparei-me para empreender sozinho o difícil conserto.

 Era, para mim, questão de vida ou morte.

Só dava para oito dias a água que eu tinha…”

(Exupéry)

De repente, ocorreu a pane. Sem que a gente sequer desconfiasse… totalmente pego de surpresa.

De repente, de mãos vazias.

De repente, sem perspectivas.

De repente, a insegurança e o medo,

a ansiedade e a angústia,

a depressão e a tristeza,

E uma terrível solidão que torna tudo cinzento

e monótono, enfadonho e sem graça.

Se ao menos nos tivéssemos provenido!

Se ao menos soubéssemos as razões do que está ocorrendo conosco!

Se ao menos compreendêssemos um pouco dessa incômoda situação

em que, de repente, nos encontramos!

Parece que as coisas vinham acontecendo imperceptivelmente…

– Sem que lhes déssemos a devida importância?

– Sem que estivéssemos atentos ao nosso processo de vida?

– Sem a coragem de parar um pouco para revisão de nossa caminhada?

– Seria desnecessária uma avaliação de nossos objetivos?

– Seria dispensável uma clareza maior em nossas opções?

– E o coração?… não teria ele, por acaso, razões que a nossa razão estivesse conhecido, uma vez que amordaçávamos nossos sentimentos?

Medo de que revelassem a nossa verdadeira face? …

O corre-corre da vida implacavelmente nos desgasta. Não nos perdoa nossa pouca atenção conosco. Se não pararmos para planejar, avaliar, rever, reabastecer, programar…  tudo pode ser tarde!

E pouco adianta chorar depois… Não que seja impossível reconstruir uma vida. Sempre é possível! Se acordássemos para a necessidade de parar, ainda é possível, se bem que mais difícil. Mais melindroso. Muito mais demorado. Exigirá tempo e paciência. E muito amor. (Ingredientes dos quais nem sempre dispomos em abundância…)

Quem de nós, amigo, não sentiu alguma vez o cansaço da vida chegar?

Sem saber ao certo donde, ele está aí! Terrível!

Ameaçador! Como a nos massacrar! Como a nos engolir!

E o sorriso das crianças, a beleza das flores, o colorido do universo, a alegria de viver…

Tudo desapareceu!

Estamos como que perdidos. No imenso deserto da vida, de repente, sós!

E a melancolia, a tristeza, a depressão começam a povoar o nosso coração desamparado e enfraquecido.

Quantas vezes nos surpreendemos aflitos, preocupados, sem vontade para nada, divagando em sonhos fúteis, em vãs ilusões, afundando-nos em negativismos…

E tudo indo de mal a pior. Uma coisa arrastando o outra. Um fato desencadeando outro. Como uma bola de neve: aumentando sempre! Como um enorme novelo de lã, que a gente enrola ou desenrola, seja para o lado que for, tão enleado que nos perdemos ‘sempre-de-novo’, sem chegar a conclusão alguma.

Assim, às vezes, parece – ou é! – nossa vida: um emaranhado do qual não conseguimos mais sair. Sozinhos, pelo menos, não… Precisamos do auxílio de um “mecânico” ou da ajuda dos “passageiros” que voam conosco.

Estamos em pane. Alguma coisa se quebrou em nosso motor. É preciso empreender, com urgência, o “difícil conserto”. Não há tempo a perder. É uma “questão de vida ou de morte”. A “água” que temos é para poucos dias… E as forças podem desaparecer, antes de nossas previsões…

Há alguns anos, amigo leitor, eu tive um começo de pane. Em tempo, felizmente, descobri que meu aparelho estava seriamente avariado.

Parei… Era preciso um “minucioso exame” para detectar as causas desse mau funcionamento. Era impossível continuar assim. Não havia segurança alguma. Estava pondo em risco minha vida. Necessitava de uma profunda terapia, que me recondicionasse, devolvendo-me novamente as condições ideais de vôo, uma vez que todo homem precisa sonhar e voar, não podendo, – sob pena de ruína total – ser prisioneiro de suas próprias limitações, não aceitas nem superadas.

E você, amigo, como está o seu vôo?

Seguro, elevado, corajoso, feliz?…

Ou o perigo de uma pane eminente está rondando seus frágeis projetos, de vôos rasantes e sem fascinação?

O essencial é parar um pouco.

Parar para descobrir-se, conhecer-se, cultivar-se.

Você gostaria de fazê-lo comigo?…

 

 “Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração.

O essencial é invisível para os olhos.

Os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração.”

(Exupéry)

(Carlos Afonso Schmitt)

Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando por uma Humanidade mais feliz!

* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann

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