Três Pregos e Um Martelo Mudaram a Página do Mundo

Caros leitores, na reunião de hoje, quarta-feira dia 05/11/2014,  foi desenvolvida sobre o tema de uma bela e significativa mensagem, altamente rica para reflexão.

Além do alto desenvolvimento nesta reunião de hoje, sendo também brevíssima e sintetizada, num apelo, convocamos todos os indivíduos, de todas as idades, credos, raças, sexos e nacionalidades, bem como os indivíduos ditos irreligiosos, ateus, descrentes, céticos e livres-pensadores, a se empenharem na divulgação e prática de algumas virtudes básicas, que a despeito da suposta divergência de tantas religiões e filosofias, estão no fundo de todas elas e se revelaram ao longo dos milênios absolutamente indispensáveis ao bem da humanidade e, talvez, doravante à própria sobrevivência da espécie humana no planeta: Amor Fraternal (Caritas), tolerância, sinceridade, respeito e solidariedade, lembrando o preceito simples e grandiosos de todos os redentores tão bem expresso por Jesus de Nazaré: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

E na continuidade, levamos para o nosso leitor, uma bela e significativa alegoria sobre o Amor:

Dai de comer e beber a quem tem fome e sede,
que inverterá em seu próprio benefício
 

O  Bodhisattva caminhava pelo campo em busca daquilo que desconhecia. Caminhava vagarosamente, num momento absorto em seus próprios pensamentos, noutro atraído pela natureza trajada suntuosamente das cores do infinitamente inteligente.

Foi quando subitamente percebeu a presença de uma pomba que, esgotada de sulcar os ares estava na iminência de tombar ao chão.

Como se fazendo uso do seu derradeiro alento e num último esforço ela alcançou as proximidades do sábio, prostrando-se aos seus pés e dizendo, entre aflita e desesperada:

“Imploro-te, Bodhisattva, que me salves! Venho fugindo de um abutre desde esta manhã… e agora estou exausta. Minha única esperança é teu socorro! Olha, o abutre se aproxima… lá está ele!”

E de fato um imensa ave negra acercava-se do Bodhisattva… mas voava tão penosamente que seu estado causava compaixão.

Agindo rapidamente, o Bodhisattva apanhou a pomba, ocultando-a sob a sua túnica, ao mesmo tempo que lhe sussurrava com todo afeto e ternura: “Tranquiliza teu coração, pombinha. Sou o Bodhisattva e te concedo a hospitalidade do meu peito, de modo que nada tens a recear”.

Alguns segundos depois o abutre pousava à sua frente, as penas encrespadas e desarrumadas, o olhar penoso:

“Pelos deuses” – exclamou. “…Estou prestes a desfalecer depois dessa terrível manhã de caçada! Bodhisattva, vi quando ocultaste a pomba sob a túnica… entrega-a a mim pois a fome já me faz sucumbir!”

“Estejas certo que não a entregarei…” – retrucou o sábio. “…Acabo de prometer-lhe que estaria segura e as leis da hospitalidade não podem ser violadas, sob pena de punição”.

Diante de tal recusa, o abutre obtemperou com firmeza: “Essa pomba não pertence a ti, mas a mim. Quando a apanhaste, estava no limite de suas forças e ia, de justiça, cair sob o meu poder. Assim, tens que entregar o que é meu!”

“Impossível” – disse o sábio com convicção.

“Consideras, Bodhisattva, que eu sou um abutre, sendo esta a minha natureza determinada pelos deuses, que também determinaram o que seria meu alimento. Persegui com afinco a pomba. Ela é o prêmio do meu empenho como abutre e portanto deves entregá-la a mim”.

“Impossível…” – repetiu o Bodhisattva, desta vez não tão convicto… – “…Muito me agradaria servi-lo, caro abutre, porém não posso entregar-lha pelo preço que a pedes. Retoma tua caçada… É o melhor que tens a fazer!”

“Retomar a caçada?…” – exclamou o abutre, indignado. – “… És cruel, Bodhisattva! Não percebes que não me restam mais forças para voar? Se uma raposa me surpreender neste estado, será o meu fim! Desejas que eu pereça de fome ou que seja devorado por um inimigo? Muito bem, que assim seja, mas terás que carregar o fardo de tal crime em tua consciência!”

Pouco teve o Bodhisattva que pensar para concluir que o abutre estava certo. Mas a pomba também estava certa em querer salvar a vida e ele também em lhe conceder o abrigo de seu peito. Como dizer à pomba que ela era a presa legítima do abutre? Deveria ele permitir que o abutre a devorasse?

O coração do Bodhisattva estava saturado de compaixão, de amor e oprimido por uma incerteza pungente.

Sacrificar a pomba inocente? Fora de questão!

Sacrificar o abutre inocente? Impossível!

Uma solução iluminou o Bodhisattva.

“Tens razão,… ” – disse ao abutre. “… não tenho o direito de te privar de teu alimento. E assim darei da minha carne o que te é devido”.

Imediatamente diante do sábio se materializaram uma balança e uma faca afiada. Ele pôs a pomba em um dos pratos, e arrancando um bocado de carne do próprio corpo, colocou-o no outro prato da balança. Como, todavia, o fiel se inclinava para o lado da pomba, o Bodhisattva adicionou outro bocado de sua carne, e notando que o prato com a pomba continuava mais pesado, acrescentou outro pedaço de si.. e ainda mais outro…

E não obstante, os pratos não equalizavam, com aquele da debilitada pomba sempre mais pesado.

Bodhisattva não hesitou: subiu de corpo inteiro no prato que já continha tantos bocados seus… e de imediato os pratos se nivelaram perfeitamente.

Sim… uma vida por outra vida!

Diante daquilo, o abutre, que observara tudo silenciosamente, bateu as asas e se transformou, ao mesmo tempo que dizia:

“Eu sou o Deus Indra e desejava submeter-te a uma prova!”

Logo precipitou-se uma chuva de ambrósia que curou as feridas do Bodhisattva…

* A Grande Fraternidade Branca.

Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando por uma Humanidade mais feliz!

* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann

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