Tema de Reunião: Avalie suas Necessidades Fundamentais

Avalie suas Necessidades Fundamentais



Na reunião de hoje, quarta-feira dia 08/04/2015,  divulgamos um texto para alta reflexão sobre necessidades fundamentais na importância dos valores para organizarmos nossos pensamentos para o positivo e a conduta do viver.

Durante a semana lançaremos uma pesquisa aos nosso leitores sobre o miasma em relação à saúde.

O príncipe e a flor

“Não tenho receio de tigres, mas tenho horror das correntes de ar.

Não terias acaso um pára-vento?

– Horror das correntes de ar…

É bem complicada esta flor, pensou o principezinho.

À noite me colocarás sob a redoma. Faz muito frio no teu planeta.

Está mal instalado. De onde eu venho…”

(Exupéry)

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Se fôssemos fazer uma escala de nossas necessidades fundamentais, em uma ilha de vivência, poderíamos até mesmo ficar surpresos com certas constatações.

Quanto inversão de valores!

Quanta “justificativa” que nada justifica!

Quanta carência em níveis mais profundos!

Somos, às vezes, como a flor: cheios de mil exigências superficiais que, na verdade, apenas servem de pretexto para esconder o essencial que nos falta.


Inventamos desculpas banais, pensando livrar-nos assim da responsabilidade que nos cabe em assumir nosso próprio crescimento. Descarregamos sobre os outros o peso de que nossas fugas nos prejudicam, dificultando o convívio conosco e com os outros. A harmonia é rompida, interna e externamente. Nem conosco, nem com os outros estamos satisfeitos.


Ora é um “pára-vento”, ora é uma “redoma”…

Ora estamos “mal instalados”, ora são “correntes de ar”…

Ora nem sabemos o que nos falta.

Qual a necessidade que, no momento, mais nos afeta?


Pode ser que esteja ocorrendo uma inversão de valores no processo de nossas opções. Confundimos necessidades fisiológicas com afetivas, misturamos amor com sexo… e, de repente, sentimo-nos perdidos no emaranhado de nossas próprias aspirações.

– Sem dúvida, as necessidades fisiológicas (comer, dormir, beber…) são as primeiras e indispensáveis necessidades de toda criatura. São elas que nos fazer viver.


São elas que ‘matam’, quando não realizadas.  Como também pode matar, a ausência total de amor na vida de alguém. Não se sabe, contudo, que o “não-uso-do-sexo” já tenha provocado a morte…


– A necessidade de segurança é hoje em dia um fator em crise, que abala muitíssimas pessoas. Ter uma casa, um emprego, um salário justo; saber-se protegido pela Lei – quem é que de fato está?… – ter liberdade de opção política e sindical… são todos componentes indispensáveis para a tranquilidade e a paz de qualquer cidadão.


– A necessidade afetiva: de amar e sentir-se amado, de conviver harmoniosamente com todos os homens; de sentir-se irmão do rico e do pobre, do preto e do branco, não é isso fundamental para o verdadeiro equilíbrio no desenvolvimento da personalidade?


Viver sem amor é terrivelmente frustrante. Não há coração que resista à falta total de afeto. E quantas vezes nos proibimos um pouco de ternura, um pouco de carinho, em nome de um puritanismo de cheio de tabus, de uma educação castradora, ou de uma religião que só vê pecado e negativismos!


– Sem a necessidade de auto-estima, de autovalorização pelo que somos e fazemos, é impossível sentir-nos bem. Se perdermos o gosto por nós mesmos, o apreço pelo nosso trabalho, pelo nosso ideal, por nossos sonhos e projetos de vida… se nada mais nos atrai, se nós mesmos desprestigiamos nossas próprias iniciativas e realizações… se não sabemos valorizar-nos devidamente, tudo acabará desmoronando.


Se por algum motivo – injusto, muitas vezes – não roubaram o bom nome, o prestígio, a posição social… onde iremos nos agarrar?

Se, de repente, nos vemos desprovidos de entusiasmo, de confiança e de amor a nós mesmos, porque nos usurparam o direito de ser livres, de amar, de fazer a vida por autodeterminação nossa, e não regida somente pelos falsos padrões de uma sociedade corrupta, o que poderá suceder, se não formos homens de fé?… Se não tivermos raízes profundas, âncoras no infinito… que poderá suceder?


– A necessidade de auto-realização: a busca da plenitude humana que conjuga e integra o material e o espiritual é o nível de vivência mais elevado a que devemos chegar. Precisamos ancorar-nos em Deus. Nossas necessidades transcendem o meramente humano. Não somos apenas na terra. As coisas do céu são tão essenciais para a plena felicidade, para a alegria perfeita, como o comer e o dormir o são para a vida e o bem-estar do corpo.


Uma sugestão, amigo: reveja a escala de suas necessidades fundamentais. Estarão todas na sua devida posição, recebendo a atenção que merecem, ou, o que há de essencial para a perfeita realização humana, anda esquecido ou mesmo relegado?…



(Carlos Afonso Schimitt,

Revisado pelo escritor paranaense Jalil Kamel Elias Bou Assi)

Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando por uma Humanidade mais feliz!

* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann

 

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