Respiração e concentração

Caros leitores,

A reunião de hoje (22/05/2012), aberta as 20h05, iniciou-se com a oração de costume e prosseguiu para a prática da respiração e concentração, coforme descreveremos abaixo.

Respiração:

– Respirar 5x (aspirar o ar até encher totalmente os pulmões, conta 4 segundos e liberar o ar pela boca)

– Respirar 3x seguintes sem encher totalmente os pulmões

Técnicas de respiração

Fonte: adaptado de Escolas Iniciáticas e Pranayama

1) Respiração pelas narinas para obter Prana.

Primeira técnica:

Estas técnicas são ótimas quando usadas ao período da manhã, até no máximo meio dia, sendo o horário ideal das cinco horas da manhã até as dez horas. Devemos no inicio respirar contando até quatro. Você começa a encher os seus pulmões, com os dois lados da narina, numa contagem bastante lenta até quatro. Expandindo a sua caixa toráxica com o objetivo de encher plenamente os seus pulmões, inclusive a parte superior, que raramente se expande. Quando chegar ao quatro e você sentir que não pode mais tomar nem um pouquinho de ar, tome ainda mais uma rápida inspirada. Segure o ar na contagem de quatro e exale também na contagem de quatro… e quando você sentir que já retirou todo o ar dos pulmões, de mais uma espremida para sair um pouco mais de ar. As vezes, quando você começa a praticar mais intensamente a sua respiração você poderá se sentir um pouco tonto, mareado… mas saiba que isto é o efeito da energia atuando em seu corpo. Faça isto por uma semana.

2) Respiração com lados alternados. A respiração pelas narinas é a seguinte a ser praticada: leve sua mão até o seu rosto com a palma da mão voltada para você e coloque o seu polegar em uma narina (comece pela direita e o indicador na outra). Pressione gentilmente uma narina com o polegar bloqueando a passagem de ar. Inale pela outra narina (fazendo a contagem no início até quatro), usando a primeira técnica. Prenda o ar por alguns segundos (contando lentamente até quatro) e depois exale. Retire o polegar e coloque seu polegar na outra narina e inale (conte até quatro), prenda (conte até quatro), exale (contando até quatro). Vá aumentando gradativamente a contagem até sete, ao longo do tempo.

Continue alternadamente uma respiração completa (inalação / exalação) por polegar / indicador. Repita de sete a dez vezes. Você sentirá se acalmando e ao mesmo tempo energizando os seus chakras e absorvendo o prana.  Faça isto por uma semana.

Vá alternando semana a semana as respirações do item 1 e 2.

 Concentração

A vida moderna, com todas as suas consequências, faz com que o homem receba diariamente milhares de informações através dos cinco sentidos. Essa recepção das informações, todavia, torna-se cada vez mais imperfeita, pois as preocupações que temos com a nossa sobrevivência num mundo agitado faz com que regulemos a segundo plano a percepção sensorial.

De fato, temos cinco sentidos atuando permanentemente, e pouco percebemos da realidade que nos cerca. A visão e a audição, responsáveis pela maior parte das informações que recebemos, captam de forma muito imperfeita formas, cores e sons; isto nos coloca vivendo intensamente, mas ao mesmo tempo, inconscientes da realidade que nos cerca.

Além dos cinco sentidos tradicionais, temos outros sentidos, como o do equilíbrio, do movimento e da atenção.

Atenção implica em que a nossa consciência seja dirigida até um objeto que provocou um estímulo, o qual pode ser consciente ou inconsciente. Só nos interessa, no presente caso, a atenção consciente, que é o ponto de partida para que haja a concentração.

Objeto -> Estímulo -> Atenção

O ciclo se completa e o processo termina.

A concentração compreende processos prévios, abrangendo as diversas etapas de um processo voluntário.

As três etapas da concentração são:

  • Deliberação: Analisar o que fazer com o objeto da nossa atenção.
  • Decisão: É o desenvolvimento mental da ação que temos de realizar para alcançarmos o nosso objetivo.
  • Execução: Levar a termo o que nos propusemos executar na 2ª etapa.

Como já vimos, para que haja concentração é necessário que haja um processo prévio de atenção voluntária. Essa atenção ocorrerá quando de nossa parte exista motivação. A motivação é, pois, um fator essencial para a concentração.

Se a nossa motivação for insuficiente, nossa atenção logo será desviada do objeto, não se completando assim o ciclo.

O controle emocional

 As emoções afetam profundamente o ser humano, influindo na sua capacidade de se concentrar. Nossa reação frente a um objeto é emocional, e estas emoções de ira, temor, tristeza são fatores negativos para a consecução de qualquer objetivo.

 Os métodos de controle emocional permitem-nos anular os efeitos negativos dos fatores emocionais, possibilitando-nos desenvolver a nossa concentração.

 Alguns conselhos úteis:

  1. Ocupar a mente com outras atividades

1.1.    Se assim procedermos, estaremos afastando as interferências e passando a uma ação benéfica.

2. Encontrar aspectos positivos

2.1.    Em qualquer situação, sempre existem aspectos positivos. Se nós fixarmos a nossa atenção nestes pontos, logicamente estaremos desviando nossa mente dos fatores negativos.

3. Descobrir a ideia perturbadora

3.1.    Quando ocorrer uma ideia que nos perturba, devemos tentar localizar as causas; assim, poderemos analisá-las e eliminá-las.

Recepção e emissão

Recepção – Significa receber sensações conscientes, através dos cinco sentidos. A recepção, como processo passivo que é não permite que nos ocupemos com emoções, ideias e sentimentos negativos.

Emissão – É um processo mental ativo, que consiste em emitir ideias, imagens, etc.

A emissão pode ser:

  • Deficiente: Quando ocorrem ideias interferentes;
  • Negativa: Quando a ideia que estamos seguindo se vinculam outras parasitárias;
  • Perfeita: Quando seguimos uma ideia sem nos vincularmos a nenhuma outra.

Os processos de emissão e recepção podem ser melhorados, mediante exercícios simples. Todavia, é preciso muito esforço e prática para chegar a uma perfeita concentração.

O jesuíta espanhol, Narciso de Irala, autor de vários livros sobre o assunto nos dá uma série de sugestões valiosas de exercícios destinados a melhorar a recepção e a emissão.

Exercícios de recepção e emissão

  1. Exercícios visuais

1.1.    Concentrar os olhos num objetivo, suavemente, sem fixar nossa mente em nenhuma outra ideia. Após 20 segundos, mudar o olhar para outro objeto, e assim, sucessivamente.

1.2.    Com os olhos fechados, traçar num papel um desenho simples e imaginário, o qual pouco a pouco irá se tornando mais complexo.

2. Exercícios auditivos

2.1.    Fechar os olhos para impedir que sensações visuais interfiram, procurando ouvir todos os sons à nossa volta; não deve ser elaborado comentário mental de nenhuma espécie.

2.2.    Com os olhos fechados, procurar ouvir a própria respiração.

3. Exercícios táteis

3.1.    Procurar sentir, com as mãos, as diferentes partes do corpo, e logo depois, procurar reconstituir mentalmente as sensações sentidas.

4. Exercícios de fichários mentais

4.1.    Consiste em imaginar um determinado objeto (um tomate, por exemplo), desenvolvendo a imagem em todos os detalhes: sua forma, a cor, seu peso e gosto. Após três minutos de exercício, passar para uma outra imagem, realizando idêntico procedimento. (A segunda imagem pode ser um limão). Faremos o mesmo durante três minutos e passamos a uma terceira para que possamos registrar as distrações que ocorrerem e assim avaliarmos os progressos obtidos no treinamento.

5. Exercício de passagem

5.1.    Imaginamos um relógio marcando uma determinada hora e registramos então uma série de sensações externas, como ruídos, cheiros, etc, de forma totalmente passiva (recepção). Voltamos a imaginar o relógio, porém, alternando a hora em cinco minutos. Novamente voltamos a imaginar sensações externas. E assim, sucessivamente, até que se complete a hora.

Exercícios de concentração

  1. Procurar imaginar um gato deitado no chão. Veja todos os detalhes construindo a sua própria imagem mental. Faça com que ele role de um lado para o outro, levante-se, ande novamente e torne a deitar-se;
  2. Olhos fechados, o corpo relaxado, levante o seu braço direito esticado para frente. Procure sentir o peso de seu braço; mova lentamente os dedos, sentindo plenamente todos os movimentos executados. Depois, baixando o braço, procure reconstituir todas as sensações experimentadas. Duração: 03 minutos;
  3. Com os olhos fechados e imóveis, procure imaginar-se em casa, percorrendo todas as suas dependências, observando os objetos à sua volta; depois, retorne ao ponto de partida. Duração: 03 minutos.
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