Personalidade dos curandeiros e dos curados

Caros leitores,

Na reunião de hoje, quarta-feira dia 15/10/2014, foi desenvolvido tema sobre a personalidade dos curandeiros e dos curados.

Mediunidade com Luz

Analisando a psicologia do curandeiro, entenderemos um pouco da maneira como pensa e age em seus atendimentos e curas.

Em relação à posição do curandeiro, esse praticamente “tem” que aparecer, mostrar-se, ser visto com alguém dotado de poderes sobrenaturais; um indivíduo especial, que possua dons fantásticos; alguém escolhido por Deus. O curandeiro tem que ter prestígio muito especial. A partir daí ele já estará apto a praticar as suas “curas”. Para ajudar, procura criar um ambiente de certo misticismo: roupa adequada, local ornamentado com coisas e objetos que vão impressionar (inclusive um crucifixo é muito importante, algumas imagens de santos, velas, assim por diante).

Quanto ao curado, é necessário ter fé. Se o doente não confiar no curandeiro, nada terá valor. A confiança que o doente tem é a garantia do sucesso da “cura”.

Em um caso bastante interessante contado pelo ‘Abade Sears’, no seu livro tratado de superstições, uma senhora que tinha oftalmia, achava que um sacristão do abade poderia curá-la. Tanto fomentou a ideia, que o sacristão acabou dando-lhe um pergaminho, que continha uma frase escrita em latim, e disse-lhe: “Toca o olho três vezes por dia, durante uma semana, com esse pergaminho e isso vai curá-la”.

Após uma semana a senhora realmente ficou curada. Entretanto, sentindo com a consciência pesada por ter usado magia para se curar, foi se confessar com o abade Sears e contou toda a história, ao que ele lhe disse: “Escuta, me deixa ver esse pergaminho e o que há escrito nele”. Estava escrito: “Que o diabo arranque teus olhos e encha com excrementos os lugares vazios”. Essa senhora ficou “curada” com esse remédio!?

Claro que não foi o remédio que a “curou”, mas sim a confiança que ela tinha no ‘curandeiro’ que fez com que seu problema desaparecesse.

A pessoa que tem qualquer debilidade ou uma doença grave fica debilitada e muitíssimo mais sugestionável. Quando vai a um curandeiro é comum que antes já tenha recorrido a muitos médicos e esteja cansada, crendo que não adianta mais procurar a medicina natural. Achando que não tem cura, não tem jeito, procura um curandeiro, e ficar mais debilitada psiquicamente do que já está, é impossível, convencida então que “ou vai ou racha”.

Assim ela está apta a sugestões, é nessa base que o curandeiro funciona, sugestionando de uma maneira ou de outra: pelo ambiente, palavras, ritos mágicos, retratos na parede, com um ambiente preparado.

* Adaptado de texto da Prof.ª Maria Cobero, Instituto Pe. Quevedo.

 

Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando por uma Humanidade mais feliz!

Logo Fraternidade EMC

* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann

Esta entrada foi publicada em Cabala. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta