Os grandes seres e os Maçons no caminho da plenitude

Caros leitores,

Publico hoje (atrasado), por conta das intensas atividades profanas, o assunto intitulado como “Os grandes seres e os maçons no caminho da plenitude”, produzido pelo Irmão Elias e tratado na reunião do dia 24-07-2012, aberta as 20h05 com a oração tradicional.

“Alguns dos Grandes Seres já são produtos acabados da nossa Humanidade, que ultrapassaram o ciclo das Evoluções. Os servidores mais modestos estão, ainda, presos à humanidade atual, mas pertencem à aristocracia do espírito e estão em vias de libertação. Aqueles, são nossos irmãos de vanguarda, que alcançaram o mais alto estágio da Sabedoria e das Virtudes acessíveis à condição humana.

Muitos estão, já, dispensados de sofrer o tumulto e a agitação da vida social, e trabalham em recessos inacessíveis do mundo, onde não chega o muralhar do formigueiro humano, a desordem dos ruídos, a fumaceira do tabaco, as emanações deletéreas que o homem intensifica ao seu redor. Estes, suportam corajosamente o bombardeamento dessas vibrações da vida coletiva, como sentinelas em vigília e elementos de ligação da mente entre a Maçonaria, o macro e o microcosmo Universal, transpondo o estágio iniciático.

A meta é adentrar a Grande Fraternidade Branca, designação da nobre hierarquia dos Servidores dos Logos. É a mais alta aspiração a que um ser humano possa elevar a sua alma, para tornar-se digno de servir a ela. Suas fileiras estão sempre abertas aos novos recrutas que se apresentam.

Por todo o mundo há escolas de Sabedoria Esotérica, sobre cujos umbrais brilha a legenda acolhedora: “Pulsate et aperletur vobis”. Mas os degraus  da escadaria que dá acesso ao Sagrado Portal são todos constituídos de virtudes. E o caminho que leva do portal ao recinto interno tem a largura de um fio de navalha.

Um destes portais é a Maçonaria. Essa porta abre-se a todos aqueles que encontraram um estado gracioso, consciente por servir e dar o seu tempo ao serviço de suas Lojas, engrandecendo a Sublime Ordem, sem sentir-se esmagado por uma mera obrigação, mas impulsionados pelo amor ao próximo e aos seus Irmãos.

Sua peregrinação é, em si mesma, um símbolo que receberam para enriquecer e apreciar. Num universo de tantos maçons, eles tornam-se os efetivos cavaleiros da Arte Real, e encontram em si próprios a coragem de se lançar à escalada das fragosas escarpas onde a Sabedoria se acandora, multiplicando a evolução mais sublime do Universo. Pelos alcantis dessas rudes vertentes, que de todos os lados conduzem ao vértice, ficam abandonadas, as escórias dos vícios, os resíduos das paixões, as cinzas dos erros. Esses cavaleiros não sentem o peso de uma mera obrigação; sentem-se gratos e agraciados por terem ingressado na Maçonaria.

Não nos enganemos, contudo. Ninguém alcança o cimo da montanha enquanto continua envenenado seu corpo e sua alma com toda a sorte de vícios; enquanto não se dispõe a reeducar-se nas Virtudes; enquanto não eliminar progressivamente todos os egoísmos, todas as más tendências, todas as impurezas que maculam o seu ser; enquanto não dominarem seus pensamentos, suas emoções e suas palavras.

Ao primeiro choque, parece tratar-se de um empreendimento irrealizável. E é, sem dúvida, uma missão titânica, e por isso mesmo encontra-se simbolizada nos mistérios gregos pelos trabalhos de Hércules. Mas o objetivo é tão glorioso, e o prêmio é de tal absolutamente assegurada, que nenhuma alma adulta hesitará em empreender essa escalada de Titãs.

Todavia, ainda que intente seguir os Titãs, para não rolar novamente pela encosta a baixo, tem de provar ser digno da companhia dos Deuses, porque ninguém penetra n orecinto sagrado sem os atributos divinos do único G.’.A.’.D.’.U.’..

Seriam todos que o conseguiriam? Um ciclo de dezesseis sub-raças compreendendo duas das raças atuais e quatorze da Sexta e da Sétima, assegura uma larga margem, na dimensão do tempo, a todas as almas de boa vontade que aspiram a libertação destinação ao eterno servidor.

Não se descuidem os raros que sobem… Porque estes, já evidentemente, interessados pela vida espiritual, tem mais conhecimentos e mais responsabilidades; maiores deveres para consigo e para com o próximo; cumpre-lhes acelerar a marcha e intentar um maior esforço para darem sua mão aos outros Irmãos que, ainda na infância, encontram-se atrasados, mas aspiram subir.

Mas a grande massa humana, deleitada a espreguiçar-se pelas sombras do caminho, já não encontrará aberta a porta da salvação filosófica neste ciclo cônico da vida.

Não é para eles, contudo, o discurso. Eles não conseguem interessar-se, ainda, por estes panoramas de vida pré-Divina. O discurso é para os Maçons nos quais ainda brilha uma pequena centelha que, cultivada, transformar-se-á em fogo abrasador.

Nos “Versos de Ouro de Pitágoras” – atribuídos à Lisis ou a Filolaus – formulam-se os conselhos essenciais àqueles que sentirem força, sinceridade e devoção para empreender a jornada maravilhosa da Redenção. Versos antigos, mas os preceitos são os mesmos para hoje. O Ensino foi generosamente alargado a todos os estudiosos e o conhecimento que expressa não vem dos homens, nem das religiões, mas de um conceito verdadeiramente Teosófico, da Religião Pura da Sabedoria.” Elias (1998).

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