O “Eu Real” e o “Eu Ideal”

O “Eu Real” e o “Eu Ideal”

Caros Leitores,

Na reunião de hoje, quarta-feira, 04/03/2014, divulgamos abaixo um texto sobre aceitação de si mesmo, através do “Eu real” e o “Eu ideal”, para as auto-reflexões desta semana.

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“Tu julgarás a ti mesmo. – Respondeu-lhe o rei. – É o mais difícil.
É bem mais difícil julgar-se a si mesmo que julgar os outros.
Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio.
– O principezinho resolveu cuidadosamente seus dois vulcões em atividade.
Possuía também um vulcão extinto. Se eles são bem revolvidos,
os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções”.
(Exupéry)

Aceitar-se como se é, num concreto juízo a seu respeito, é sem dúvida uma questão de verdadeira sabedoria. É sempre o mais difícil. Julgamos facilmente “os outros”. Temos soluções para “seus” problemas… E ignoramos as respostas para os nossos.

É-nos difícil, muitas vezes, aceitar-nos como somos. Gostaríamos de ser diferentes, melhores, mais elegantes, mais ricos, mais sábios, mais santos… Nossas imperfeições nos entristecem, nos arrasam, nos desanimam.
Esquecemo-nos que a vida é uma caminhada. Que a vida não tem idade. Que somos nós que hoje determinamos o que seremos amanhã. Que o futuro está em nossas mãos através do agora, que vivemos e transformamos.

Alegre-se com os resultados obtidos. Procure sempre o melhor para si e para os outros. Semeie a boa semente em terra preparada, cultivada, acolhedora. Faça tudo que você puder. E os frutos virão! Não desanime, no entanto, se não for 100% o que você colhe. Afinal é outro dia. Haverá um passo a mais. E novos frutos surgirão.
Lenta e persistentemente, construa o caminho de sua felicidade. De sua personalidade. De seu ideal. Você vai chegar!

Seu desânimo, por vezes, é provocado pelo imediatismo dos resultados esperados. E sua vida é um processo, um projeto em realização, e não um sonho acabado.
O seu “eu real” conflitua com o seu “eu ideal”. Seus sentimentos, muitas vezes, estão longe de se tornarem realidade, e isso lhe causa uma profunda depressão, uma terrível apatia. Estas, por sua vez, geram a falta de gosto pela vida e pelo ideal que você alimenta.
Em tudo que você faz, procure partir do que você é, do seu “eu real”, e não do “eu ideal” que você projetou para si, ou que os outros programaram.

Lembre-se constantemente dessa verdade: “Devo transformar-me a partir do que sou. A capacidade de analisar-me, de julgar-me corretamente, será o ponto de partida para minha libertação. A cura está dentro de mim”.
Viver em função das expectativa da sociedade, das expectativas do governo, das expectativas da igreja, pode frustrar terrivelmente você. Seria como que viver “fora de você”, em função das exigências, dos gostos, dos caprichos de terceiros, de acordo com os quais você moldaria seu comportamento.

E a sociedade quer um marido ideal, uma esposa ideal, um profissional ideal, altamente competente… O governo quer um ‘cidadão ideal’, altamente competente… O governo quer um cidadão ideal, “bonzinho”, pacífico e ordeiro… A igreja quer um fiel exemplar, um religioso ou uma religiosa perfeitos, sem falhas e sem pecados…
E então tudo se torna impossível! Os conflitos necessariamente surgem. Não se pode viver, esperando somente os 100%. Perder-se-ia imediatamente a serenidade de espírito, que nos faz capazes de aceitar as limitações, sem ferir nossa paz, tão indispensável para uma vida feliz e equilibrada.

Partir do real, do concreto, do existente. É este que deve ser transformado. O ideal é nossa esperança, nosso sonho, nosso objetivo. Devemos desejá-lo, ‘persegui-lo’, conquistá-lo, mas sem afobações, sem exageros, sem ilusões.
A realidade nos dirá quem somos. E aprender a amar-se, limitado e em construção, é a sabedoria que nos traz a verdadeira paz.

Sabemos que há sempre “vulcões” em atividade dentro de nós, como no planeta do principezinho. Há também “os extintos”, que podem entrar em “erupção”, quando menos os esperamos. Todos precisam ser “resolvidos” para serem resolvidos. E quando nos dispomos a uma terapia, com a finalidade de descobrir quem é que somos, e tomar nas mãos a determinação de nosso processo vital, alguns “vulcões ignorados” sempre vão irromper.

Não estranhe tal fato, amigo. Em nosso subconsciente há muita brasa acesa, que a cinza está encobrindo. Nosso “eu real” é feito de grandezas e misérias, esperanças e frustrações. Com ele é que devemos lidar. É ele o chão de nossa semeadura. Nele, pela liberação das capacidades energéticas intrínsecas da mente, através do ‘auto-cultivo diário’, vamos colher os frutos de uma vida mais saudável, mais plena, mais alegre positiva.

(Carlos Afonso Schmitt)

Fraternalmente,

Discípulo Elias
Grupo Fraternidade EMC.
Trabalhando por uma Humanidade mais feliz!

* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias
* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann

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