Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma

Fraternidade EMC – Pesquisa E Divulga:

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Segue abaixo o segundo trabalho pesquisado:

 
Na Natureza nada se cria, nada se perde,

tudo se transforma.

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A ciência moderna concluiu no século 18 que na verdade nada pode se perder, nada aparece do nada, não existe geração espontânea ou desaparecimento de algo tangível e nem a imponderabilidade dos corpos. Como o progresso científico é cego, ele se dá em pequenos degraus de elucidação, fazendo que a paisagem do real seja lentamente estudado e entendido.

Mais ou menos um século depois descobriu-se que havia decaimento da matéria em forma de radiação. Que a matéria afinal, desaparecia aos poucos, bem aos poucos…

Mais cinqüenta anos passariam até que fosse elaborada uma teoria que diria que matéria é energia condensada, e que tudo afinal é energia. Aprendeu-se que sem matéria, não haveria espaço e que sem estes dois, não poderia existir o tempo.

Mas afinal, neste cadinho que chamamos universo, algo é criado? Algo é perdido para sempre?

Pode-se dizer que sim, algo se perde continuamente e algo surge como que do nada continuamente. Se esta ideia parece um contrasenso, pode-se então raciocinar diferente, quebrando assim alguns paradigmas, me acompanhe.

E se o universo que conhecemos não for um sistema fechado?  E se para cada perda de energia através de trabalho de fosse compensada em outro plano que não o físico?

Para dissecar esta ideia precisamos entender o que é Entropia.

Entropia pode ser entendida como a diferença de perda de trabalho perdido num trabalho executado, ou seja: num sistema fechado a entropia sempre aumentará. Segundo as leis da termodinâmica, nenhuma máquina executa trabalho com 100% de rendimento.

Por exemplo, para reverter um processo natural de aquecimento de um ambiente gelado, precisamos de uma máquina refrigeradora, porém ao reverter a entropia do sistema a ser refrigerado, perderemos mais energia ao ambiente do que geramos para retirar de um local específico.

A tendência do interior de seu refrigerador será sempre de estabilizar a temperatura com a do ambiente externo aumentando a entropia, porém para manter a temperatura no interior ele converterá muito trabalho em energia inútil, como por exemplo, aquecimento externo.

A perda de energia é compensada pelo aumento de entropia. Ou seja a natureza tende a se espalhar, se desorganizar e diluir a tudo que existe destribuindo suas constituintes em espaços iguais com condições iguais.

Isto nos leva a concluir que se um dia houve o Big Bang, ele nunca mais se reverteria. O Universo conhecido cresceria para todo sempre e expandindo-se, aumentando sua entropia, como as leis da natureza parecem gostar.

Mas será que toda lei Universal provém de dentro do universo material? Poderia um cubo de gelo derretido voltar a ser o cubo naturalmente, sem trocar calor com o ambiente? Poderia um baralho ser continuamente embaralhado até voltar à configuração inicial organizada que um dia foi colocado na caixa?

Nós, que acreditamos numa energia superior infinitamente inteligente, consciente e onipresente, um criador e uma força geradora de tudo que existe, devemos então, por conseguinte, acreditar que sim, tudo voltará ao início um dia, será quando a entropia voltará “expontaneamente” a ZERO. No dia do vir a ser.

Seu automóvel, por exemplo, converte combustível fóssil, etanol ou energia solar em movimento, diminuindo entropia, porém no sistema fechado do planeta, a energia perdida em aquecimento do motor, atrito das peças e até mesmo do ruído produzido, para onde vão? É fato que num sistema fechado bem grande, como por exemplo, nosso universo, a entropia só pode aumentar.

A conservação da energia no universo material é um mito moderno.

Isto porque nosso universo como um todo não é um sistema isolado como se postula. Certamente há troca de energia entre este e outras dimensões/universos. O grande sistema fechado é ainda muito maior do que os cientistas hoje medem.

A sensação da desordem aumentando e de tudo estar entrando numa configuração maior de entropia é a de que o tempo passa, e em uma única direção e sentido: Para Frente.

Todo corpo emite energia perdida. Toda matéria emite radiação, decaimento e principalmente radiação infra-vermelho. A sensação crescente de emisão de enrgia é que nos dá sensação de tempo passando progressivamente. A entropia não diminui, o vapor não volta para panela quente, o baralho não volta mais para posição original assim como o tempo não corre para o passado.

Perguntas podem aparecer: Se o universo nasceu de uma luz primordial e toda matéria se espalhou de um ponto para todo este colossal espaço que agora ocupa, era de se esperar que não houvessem mais mundos organizados, certo?

Se o destino de uma estrela, entropicamente, é ser poeira, porque é que poeira são organizadas a ponto de formar estrelas?

Se um planeta como o nosso foi um dia aglomerado numa esfera, digamos, por acaso, era de se esperar que ele entrasse em colapso ou que tudo nele fosse apenas um amágama de meia dúzia de diferentes de elementos, sem diferenciação de cor, geografia ou minerais. Como então, mesmo após a morte de muitos seres viventes, vegetais e animais, a vida teima em organizar novamente tipos de vida?

Qual será a lei que anima tudo? Porque será que por mais que aparemos o gramado por séculos, a grama continua a crescer? Que força quebra o ritmo aparentemente inexorável do destino da matéria? Este é a grande chave, a chave da evolução. Tudo um dia foi criado, tudo um dia estará transformado, mas nada estará perdido.

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Marcos Gardezani  C.’.M.’. da Loj.’. Francisco de Paula Killian nº 152

São José dos Pinhais / PR

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Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

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