Hologramas

Caros leitores,

A reunião foi aberta hoje (05-06-2012) as 20h05, com a oração tradicional de abertura dos trabalhos e tão logo iniciou-se o estudo sobre hologramas.

Como funcionam?

Vídeo – exemplo:

A dicussão transcorreu baseada no texto abaixo, extraído do livro de Tony Stubbs (USA), traduzido e adaptado por Enita Zirnis e Ramiro Franco em 2001:

“O que se segue pode parecer Física, mas de fato é a essência da metafísica.

Se estivermos familiarizados com fenômeno conhecido como holograma, sabes que a imagem de um objeto pode ser capturada numa película especial, combinando dois raios de luz laser, um deles refletido a partir do objeto, mas o outro não. Estes dois raios interagem entre si para criar uma imagem especial sobre a película; quando o raio laser volta a passar através dela uma imagem tridimensional do objeto aparece “flutuando” do nada. No entanto, ao contrário das fotografias, a imagem da película holográfica não se assemelha com a do objeto original; surge como um conjunto de círculos concêntricos, denominados padrões de interferência. Se o raio laser é projetado sobre qualquer fragmento da película, a imagem volta a surgir, ainda que um pouco menos nítida, uma vez que a imagem ocupa a película completa. Portanto, há aqui dois aspectos distintos a considerar:

1) A matriz, ou seja, a imagem do objeto impressa na película (o padrão implícito)

2) A imagem projetada (o padrão explícito)

A analogia do holograma oferece algumas pistas importantes sobre a natureza da realidade e acerca de como podes trabalhar com ela. Assim, também aqui há dois aspectos distintos a considerar:

1) A realidade quotidiana das tuas experiências (a imagem projetada – o padrão explícito);

2) A matriz dessa realidade (ou o padrão implícito) que permanece oculto para ti.

Aqui tens a razão pela qual uma partícula subatômica pode estar em toda a parte ao mesmo tempo: a sua matriz está dispersa ao longo de todo o padrão implícito!

Isto contradiz, claramente, a física clássica que descreve o mundo físico como um conjunto de coisas discretas e locais, todas elas interatuando de muitas formas limitadas.

Finalmente, estamos em condições de chegar a uma conclusão importante:

Imagine que a matéria, tal como conheces, é feita de ondas subatômicas e está organizada de forma a formar padrões de ondas tridimensionais (o padrão implícito). Então, esse milagroso órgão chamado cérebro humano detecta esses padrões projetados e constrói, a partir deles, o que aparenta ser uma realidade objetiva (a imagem projetada – o padrão explícito).

Esta realidade parece-te sólida e real por que o teu corpo físico também é uma imagem tridimensional projetada!

A realidade não é, por conseguinte, algo objetivo que existe “lá fora”, mas sim algo subjetivo “aqui dentro”; além disso, é distinta para cada ser humano. Logo, tudo isto faz com que tu sejas o quê? Serás tu um “padrão implícito” de carne e osso ancorado num mundo sólido?  Ou és a imagem difusa de um “padrão implícito” de um holograma, desdobrando-se num imenso remoinho de padrões maiores?

E qual é o papel da consciência em tudo isto? Será ela a luz que brilha através dos padrões ocultos na película holográfica? Ou será o próprio padrão?

Bom, pois são ambas as coisas!

A consciência dá forma tanto às matrizes ocultas (o padrão implícito) a partir de outras ainda mais remotas, como a luz que brilha através destas matrizes para que seja o que os teus sentidos captam.

Todavia, estamos a falar de funções distintas da consciência. A consciência subatômica cria os blocos de construção da matéria ao passo que outras partes dela as organizam em padrões ainda mais complexos: as células, os órgãos físicos, as emoções, os pensamentos. E todos estes componentes do teu ser terreno se mantêm conscientes, cada qual à sua maneira. Mais: a tua consciência pessoal interage com todas as outras consciências, pertençam elas aos seres vivos ou aos chamados seres “inanimados”.

Sei que tudo isto é suficiente para fazer saltar os fusíveis do corpo mental  de qualquer pessoa; mas é importante saberes quão fluida é a realidade, para que sejas capaz de a manejar. Se acreditasses que a tua composição é inalterável, decerto não te autorizarias a mudar. Por exemplo, tu sabes que imensos padrões de comportamento antiquíssimos estão armazenados nas células do teu corpo físico; ora, se as células fossem inalteráveis e a energia desses velhos padrões de comportamento ficasse ali aprisionada, como poderias livrar-te de tal coisa?

E, dado que as células são a projeção de uma matriz oculta (o padrão implícito), o que aconteceria se fosses capaz de reformular essa matriz ou a forma como ela foi projetada?

Ora, tu possuis a ferramenta necessária para fazer isto: a consciência.

Tal como veremos mais à frente, a espécie humana está envolvida na busca da criação de uma realidade, mas tornou-se tão eficiente a criar realidades… que já não se apercebe desse envolvimento!

Cada coisa que experimentas é, não só o resultado direto dos teus esforços para criar uma realidade, mas também da projeção fiel das tuas matrizes internas. Se não te apercebes de “que experimentas o resultado direto dos teus esforços para criar uma realidade” ou de que és “capaz de reformular essa matriz ou a forma como ela foi projetada”, continuarás a criar a mesma antiquíssima realidade… o que não é nada divertido!

As coisas, porém são muito mais maleáveis e plásticas do que imaginas. Mais adiante isso provará ser de grande importância.

As tuas emoções e pensamentos provêm da tua matriz interior (o padrão implícito), e o teu quotidiano é a imagem projetada (o padrão explícito). Por conseguinte, as tuas emoções e pensamentos pessoais interagem com as emoções e pensamentos alheios, tal como tu, ao viveres a tua vida, interages com a vida das outras pessoas. No entanto, o que cada um pensa e sente desempenha um papel fundamental naquilo que lhes acontece.

A realidade, tal como a conheces, é projetada a partir de uma gama de matrizes parecidas com hologramas. Embora as matrizes estejam em níveis distintos para poderem ser “removidas” da realidade ordinária, as imagens que elas projetam estão sobrepostas. E se é verade que as imagens das frequências mais baixas dessas matrizes parecem ser sólidas (desde o ponto de vista do teu corpo sólido!), também é certo que aquilo a que chamas “espaço” está repleto de imagens das frequências mais elevadas, evidentemente não “sólidas”. E todas coexistem umas com as outras.

Tu mesmo és formado por muitas projeções – a física, a emocional, a mental e a espiritual – a partir de matrizes preparadas por ti mesmo enquanto ESPÍRITO as quais são, por sua vez, projeções de outras matrizes provenientes de frequências mais elevadas.

O mais importante de tudo isto é que tu podes conceber e alterar matrizes através da visualização!

A criação da realidade funciona nos dois sentidos:

Se desejas atrair para ti uma determinada situação agradável, podes conceber a matriz dela e, depois, verificar como se projeta no plano físico sob a forma de acontecimentos que podes experimentar: se desejas livrar-te de uma situação desagradável… e lhe resistes em vez de visualizares um “quadro” diferente, estás a cometer um erro triplo reforças a matriz, fortaleces o mecanismo de projeção e perpétuas a situação indesejada. Bom, e se a coisa chegar a doença, também podes usar a visualização para “reparar” a matriz do órgão afetado e recuperar a saúde!

Assim, a consciência 0 que está profundamente ancorada na tela da realidade – é o padrão por detrás da realidade objetiva (o padrão implícito), e de cada ocorrência na história do Planeta Terra (o padrão explícito).

A série televisiva “O Caminho das Estrelas: A Geração Seguinte” é um excelente exemplo de criação da realidade: a plataforma de hologramas da nave Enterprise é capaz de criar imagens de objetos e de pessoas que operam dentro dos parâmetros concebidos pelos programadores da “realidade”. Qualquer alteração subtil no programa poderá alterar, digamos, o nível de agressividade de um holograma da atualidade (uma bala holográfica, por exemplo!), podem matar-te; até um monstro holográfico te pode devorar… a menos que possas dispor da matriz que o gera!

A série da TV decorre no século XXVI mas a tecnologia para esculpir a energia desta forma estará disponível muito antes disso.

Tudo isto nos conduz à questão de como é que o plano físico se formou. Uma imagem holográfica é, de fato, formada por luz contida dentro de um invólucro com uma forma específica daquilo que quer representar. Mas é apenas uma imagem que representa a matriz original. Toda a informação necessária para gerar esta imagem está codificada na película. E o invólucro, na realidade, é uma espécie de onda estacionária.”

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