Doenças Psicossomáticas

Caros leitores,

A reunião de hoje (10-07-2012) foi aberta as 20h05 com a oração tradicional e o tema discutido foi: doenças psicossomáticas, saiba diferenciar os sintomas.

O valor nutritivo é composto pelo raquidiano, simpático, parassimpático, neurovegetativo da ordem autônoma (pescoço até os pés) e sistema nervoso central (pescoço para cima). O desequilíbrio entre estes sistemas pode causar a depressão e a ansiedade no ser humano.

Gostaríamos que, nossos leitores sigam nossos pensamentos para evitar surpresas e possível receio em relação aos pontos dos quais daremos enfoque, no que se trata do estudo das doenças que podem surgir de forma psicossomática. Na finalização destes daremos a conclusão, como a forma de agir e procurar a cura.

O texto abaixo foi extraído de diversas matérias publicadas em revistas impressas, das quais não obtivemos as referências originais, pois havia apenas recortes montados das matérias, por este motivo, não citaremos a fonte original do texto.

“Há muito se sabe da influência dois estados emocionais sobre a saúde em geral. Cada vez mais se estuda a interação mente-corpo na busca da cura e da prevenção de doenças. A psicossomática é o estudo dessa interação e, embora recente enquanto ciência, sua origem remonta aos primórdios da humanidade. Priscila de Faria Gaspar, psicanalista, bióloga e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), explica os estados emocionais para que os sintomas não sejam confundidos e se possa diferenciar os seguintes quadros clínicos:

Simulação – Quando o indivíduo, por diversos motivos, finge ter uma doença. Aqui não se trata de doenças reais, porém, de formas de adquirir propositadamente certos benefícios, seja o de chamar a atenção para si ou para terceiros.

Hipocondria – Quando o indivíduo pensa que tem uma ou mais doenças, geralmente dando importância exagerada a qualquer sinal, sintoma ou acontecimento que poderia coloca-lo em risco. Embora esteja fisicamente sadio, ele realmente acredita que está doente ou manifesta medo muito intenso frente às possibilidades de ficar doente. Por exemplo, pode acreditar que uma dor de cabaça eventual seja causada por um tumor cerebral e desejará realizar todos os exames possíveis, mesmo que o médico julgue desnecessário. Apesar de assemelhar-se à simulação, é importante notar que, neste caso, o indivíduo não finge deliberadamente. É um processo inconsciente.

Conversão Psíquica – Quando existem sintomas orgânicos, porém, os exames não revelam nenhum tipo de alteração ou lesão. O indivíduo sente que algo não está bem, apresenta dor ou outro sintoma orgânico qualquer, realiza uma série de consultas e exames e nenhuma lesão é encontrada. Um exemplo seria a impossibilidade de andar em decorrência de dor ou paralisia muscular, sem que exista qualquer tipo de alteração na estrutura neurológica, muscular ou articular. A conversão psíquica é conhecida há muito tempo e está, na maior parte das vezes, relacionada a algum tipo de trauma emocional. Nesse caso, o próprio sintoma funciona como símbolo ou representação da energia psíquica relacionada ao trauma.

Somatização – Quando os sintomas orgânicos são relacionados a lesões ou alterações observáveis pelo exame clínico ou laboratorial. Estas são as verdadeiras doenças psicossomáticas: a energia psíquica é descarregada no corpo, causando uma doença orgânica real. As sensações e percepções desconhecidas não podem ser simbolizadas pela psique, ou seja, é como se não fossem compreendidas e ficassem soltas, sem um nome ou representação. A percepção sem coerência simbólica corresponde a certa quantidade de energia psíquica que tende a ser descarregada no corpo, gerando um sinal ou sintoma orgânico. Os pacientes com tendência à somatização são equilibrados emocionalmente, porém, apresentam dificuldade em lidar com seus sentimentos, bem como de dizer o que sentem. Exemplo: um indivíduo que passa pela perda de um ente querido, aparentemente sem grande sofrimento, que não chora nem fala sobre o fato e, a seguir, desenvolve uma doença orgânica grave.

Embora os quadros acima sejam bem distintos, o mesmo indivíduo pode apresentar sintomas de conversão psíquica e de somatizações reais. Por outro lado, é importante notar que o ser humano é um ser psicossomático, ou seja, seus pensamentos estão sempre influenciando o corpo e vice-versa. O estresse é uma reação do organismo frente às ameaças do ambiente. O corpo reage tornando-se mais alerta e preparando-se para uma situação de emergência lutar ou fugir!

Psicossomáticas: Qual é a explicação?

O mal atua na mente. Disse um bispo de uma influente religião, “as forças espirituais do mal atuam colocando os problemas na vida das pessoas, fazendo com que elas fiquem nervosas, perturbadas e comecem a perder o controle da situação”.

O descontrole das emoções pode ocasionar, então, problemas como depressão, síndrome do pânico e outros, que podem levar a pessoa a desenvolver úlcera, gastrite ou até um câncer. O bispo explica que “não são poucas as pessoas que têm se deixado levar por sentimentos e sugestões das forças do mal”.

“Muitos são os que chegam à Igreja trancados em um mundo de tristeza e dor, angústias e depressões.  Alguns se deixam levar por desejos de suicídio, vontade de abandonar o lar, enfim, sentimentos que somente as forças malignas podem colocar – esclarece o bispo, citando a Bíblia ao afirmar que há uma saída: somente através da Fé verdadeira no Senhor Jesus é possível se livrar de tal situação, passando a ter, então, uma vida livre dos traumas e das desilusões – conclui”.

Estudos mostram que 75% das pessoas adultas e sadias sofrem de algum tipo de dor ou mal-estar durante uma semana, em média. Isso quer dizer que, em condições normais, o ser humano costuma apresentar alguma queixa sobre si mesmo e isso não constitui nenhum transtorno psiquiátrico.

Os médicos e psicólogos se debruçam sobre as possíveis causas das doenças psicossomáticas e tratam a mente e o corpo no sentido de obter a cura. Mas quando o tratamento é feito e o resultado esperado não acontece, médico e paciente entram em conflito.

São chamadas doenças psicossomáticas as lesões orgânicas produzidas por influências psíquicas cujos sintomas podem ser agravados por aspectos emocionais. Isso tem sido um mistério para a ciência, que ainda busca uma forma de acabar com os sintomas físicos provenientes dos problemas psíquicos.

Especialistas explicam que de uma forte depressão pode surgir uma doença física. Pessoas impressionáveis correm o risco de desenvolver uma dor de cabeça que, na verdade, não pode ser comprovada por exames.

O que diz a ciência?

O professor da Universidade Paulista (Unip) Cláudio Bacellar, psicólogo, analista clínico e supervisor de psicólogos recém-formados, acredita que praticamente todas as doenças são originadas pela psique.

– Asma brônquica, hipertensão arterial, retocolite ulcerativa, gastrite, doenças dermatológicas, fibromialgia, lúpus e até mesmo o câncer podem ser originados por sintomas emocionais – explica.

O especialista comenta que, antigamente, apenas os psicólogos costumavam dizer que tudo era de causa psicológica, mas, agora, a própria medicina já está admitindo que a mente e corpo estão interligados. “A nossa psique é algo extremamente poderoso”, fala.

Bacellar destaca que, atualmente, alguns médicos identificam certos cânceres como de origem psicológica emocional. Mas explica que cada caso é um caso.

– Não são todos. Mas existem estudos que comprovam que certas situações são realmente de origem psicológica e afetiva – diz.

Segundo ele, a medicina ainda está estudando a questão, pois muitos aspectos precisam ser esclarecidos. Professor Cláudio acrescenta que “não se pode separar uma coisa da outra, ou seja, o corpo reage conforme a mente”.

Perguntas sem respostas

Não é raro a pessoa que sofre de uma doença psicossomática apresentar muitos sintomas e fazer questionamentos ao seu clínico. Em alguns casos, o mal pode existir apenas na cabeça de cada um. A dor existe mas não há uma explicação. Nesse ponto, muitas vezes, começa uma andança por diversos especialistas, sem a obtenção de respostas.

 “Eu sentia tudo mas não tinha nada”

São muitas as pessoas que se deixam levar pelos sentimentos e emoções. Elas tendem a se abalar muito com pensamentos negativos. A situação de uma determinada empresária não era diferente. Seu estado físico acabou sendo controlado pelos sentimentos negativos que a dominavam.

– Eu não tinha vida. Eu achava que tinha todas as doenças do mundo. Parecia que tudo estava errado comigo. Sentia dores no corpo, insônia, depressão, dores de cabeça e muito medo. Mas quando eu ia ao médico e fazia os exames, não apresentava nada. Os médicos diziam que não havia nada de errado comigo e que o problema era psicológico – conta ela, acrescentando que sentia dores de cabeça e achava que tinha um tumor.

– Chegava no médico e pedia que fossem feitos todos os exames em mim. Sempre achava que estava com uma doença séria – diz.

Uma vez suspeitou que tinha um caroço no seio. Chegou a pensar que estava com um seio maior que o outro.

– Passaram-se alguns dias e começou a sair leite do meu seio. O médico fez os exames, e nada. Ele dizia que a psicose estava afetando o meu sistema hormonal. A minha mente estava fazendo tudo aquilo – recorda.

A situação da empresária teve que ser controlada com medicamentos como calmantes e antidepressivos. Ela comenta que nem assim conseguia dormir. Foi então que, em uma madrugada, assistindo a um programa de TB, resolveu fazer uma visita à determinada Igreja. Chegando lá, começou a ouvir conselhos que lhe deram e na mesma noite pode dormir. Depois de um ano e oito meses, estava curada de todos os transtornos emocionais e não tomava mais nenhum remédio.”

O que fazer para combater tais doenças?

Através do controle emocional, pois as emoções afetam profundamente o ser humano, influindo na sua capacidade de se concentrar. Nossa reação frente a um objeto é emocional, e estas emoções de ira, temor, tristeza são fatores negativos para a consecução de qualquer objetivo.

Os métodos de controle emocional permitem-nos anular os efeitos negativos dos fatores emocionais, possibilitando-nos desenvolver a nossa concentração.

Alguns conselhos úteis:

  • Ocupar a mente com outras atividades;
  • Se assim procedermos, estaremos afastando as interferências e passando a uma ação benéfica;
  • Encontrar aspectos positivos;
  • Em qualquer situação, sempre existem aspectos positivos. Se nós fixarmos a nossa atenção nestes pontos, logicamente estaremos desviando nossa mente dos fatores negativos;
  • Descobrir a ideia perturbadora;
  • Quando ocorrer uma ideia que nos perturba, devemos tentar localizar as causas; assim, poderemos analisá-las e eliminá-las.
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