Dependência Emocional

Caros leitores, 


Na reunião de hoje, quarta-feira dia 20/04/2016, apresentamos um assunto de extrema importância divulgado pelo psicólogo Akim Neto, para uma melhor orientação emocional.

COMO POSSO

Dependência Emocional


A dependência emocional envolve relação, uma pessoa que depende e outra que depende da dependência. Quando um dos dois não precisa mais depender ele sai da relação ou a relação muda e cresce. Nesta relação ambos encontram-se numa situação em que organizam a sua vida emocional a partir das perspectivas da outra pessoa.


A solução, no entanto, não é livrar-se do outro, mas sim aprender a assumir-se. O grande “medo” na dependência é o medo de assumir seus posicionamentos, seus desejos e emoções. Quando uma pessoa consegue fazer isso ela liberta-se da sua própria dependência de ter um “outro” que lhe diga o que fazer, que seja seu pilar de sustentação.


Mas como conseguir isso?


Você pode começar com algo muito simples – talvez até bobo para alguns: determine uma comida que você gosta e mantenha-a em sua mente ao longo do dia. Chegará um momento em que você vai sentir vontade de comer essa comido: vá. Depois de comer pergunte-se se foi bom – prazeroso – comer essa comida.


Se foi, ótimo, você sabe decidir algo por si só. Se não foi, ótimo, você também sabe decidir algo por si só. Desta feita, trabalhe com outro tema na próxima semana: uma atividade, uma atitude, algo que você queira comprar ou pensar, o importante é que você faça algo e, depois disso, pare para avaliar o que fez.


Não importa se você vai ou não gostar do que fez, o que importa é aprender que você é capaz de avaliar e avaliar-se sozinho, com base em suas próprias ideias, desejos e necessidades. Esta é a base para tornar-se independente emocionalmente: aprender a avaliar suas próprias emoções, desejos e necessidades e a agir em prol disso.


Se você topar este desafio irá começar a compreender como o mecanismo é simples. Basta paciência e coragem para aplicá-lo em todas as áreas da sua vida. Quanto mais se faz isso, mais a pessoa evolui. É, de fato, um exercício. Também irá compreender melhor os seus próprios limites: às vezes fazemos escolhas ruins para nós mesmos porque não sabemos tudo – se bem que gostaríamos de saber.


Por fim entenderá que não existe alguém “independente”, pois todos estamos conectados. O que existe são pessoas que usam o seu livre-arbítrio para decidir o que pensar e como viver suas vidas. Elas importam-se com aquilo que percebem que é importante. Se o outro for importante, ela o levará em consideração, não por depender dele, mas por escolha própria. Afinal de contas, o problema não é do outro, mas como eu tomo minhas decisões.


Resta lembrar que muitas vezes tudo o que falta é coragem. Porque a insegurança é companheira de quem vive sua própria vida: nunca sabemos do futuro com certeza. Agir com livre arbítrio, portanto, envolve aprender a conviver com o medo e a insegurança, assim como com o alívio e a sensação impagável de integridade que aqueles que seguem o seu caminho conhecem.


(Autoria: Psicólogo Akim Neto)

* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann


Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando Por uma Humanidade Mais Feliz!

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