Abrindo Caminho

Caros leitores,

A reunião de hoje (15/05/2013) foi aberta as 20:00hrs com a oração tradicional e o tema desenvolvido foi: Abrindo Caminho.

união

“A VERDADEIRA RIQUEZA DO HOMEM está no bem que ele faz ao próximo neste mundo”, diz Maomé. “Quando ele morrer, as pessoas  dirão: “Que bens nos deixou ao partir”, mas os anjos perguntarão: “Que boas ações nos enviou antes de partir?”
As virtudes não servem apenas para tornar mais suave e bem-sucedida a nossa travessia por este mundo. Há tantas autoridades literárias, filosóficas e teológicas a nos lembrar que aplainar o caminho do outro é tão importante – senão mais – quanto suavizar o nosso. Encontramos pessoas que de um modo ou de outro aproveitam as oportunidades de fazer o bem aos companheiros de viagem.
No adorável romance de Harper Lee, “To Kill a Mockingbird”, Atticus Finch dá à filha um conselho de valor inestimável: “Existe um jeito muito simples de você se dar bem com todo tipo de gente. A gente nunca compreende bem uma pessoa, até conseguir ver as coisas do ponto de vista dela… tem que ‘entrar dentro’ da pessoa e dar uma volta ‘vestindo a pele’ dela”.  Tentar se colocar no lugar do outro, compartilhar por um instante seus sentimentos é o ponto de partida da compaixão. Mas a verdadeira compaixão vai além das emoções. Para ajudar alguém, é preciso fazer alguma coisa, não apenas sentir. A compaixão exige algum empenho para se exercer uma ação em benefício do outro.
Como tudo o que requer esforço, a compaixão exige prática. É preciso trabalhar para adquirir o hábito de estar com o outro nos momentos maus. Às vezes a ajuda é uma questão tão simples, que não nos desvia do caminho – é lembrar de dizer uma palavra amável a alguém, passar uma manhã de sábado em trabalho voluntário por uma boa causa. Outras vezes, ajudar envolve um verdadeiro sacrifício. “Dar uma osso ao cachorro não é caridade”, diz Jack London. “Caridade é compartilhar o osso quando a sua fome é igual à do cachorro”. Se aproveitamos as pequenas oportunidades de ajudar ao outro, estaremos prontos a agir nas ocasiões que exigem sacrifício.
Há outra razão para praticar a ajuda: devemos desenvolver a capacidade de julgar quem realmente precisa de auxílio. Nem todo mundo que pede precisa ou merece. Além disso, devemos ser capazes de discernir que tipo de ajuda a pessoa precisa. Abrir o caminho do outro não quer dizer apenas diminuir os obstáculos. Às vezes o melhor é lhes dar responsabilidade; não aceitar desculpas pode ser uma grande ajuda. Afinal, a realidade da vida é que, se passamos o tempo todo tentando ajudar todo mundo, acabamos negligenciando nossas próprias responsabilidades, com a família e com outros que dependem de nós. Assim como todas as virtudes, a compaixão deve ser temperada com uma dose de razão.
Quando exercida adequadamente, de coração e mente abertos, a compaixão traz o maior grau de realização. Enriquece a vida como um sentimento de nobreza e propósitos, traz o despertar moral e incentiva à vida em geral. Olhando para trás, muitas pessoas vêem que os melhores momentos da vida foram aqueles em que doaram, ajudaram a amaram. Sentir-se bem no futuro, porém, não é a motivação primordial para agir. Ajudar sinceramente o outro traz uma satisfação real. Como Jeremy Bentham observa, a maneira de se estar bem é fazer os outros se sentirem bem, é mostrar que os ama. A maneira de mostrar o amor é amar de verdade! (O Livro das Virtudes, Willian J. Bennett)
A conclusão da reunião resultou em orientação especial à um irmão, espiritualmente, e na ajuda material à outro irmão para sua sobrevivência na vida profana. Terminando a reunião às 21:30hrs com a oração habitual de finalização do grupo.

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