A LEI DA ATRAÇÃO E O INCONSCIENTE

Caros leitores,

Na reunião de hoje, quarta-feira dia 06/08/2014, após a oração habitual, foi desenvolvido o tema sobre a Lei da Atração e o Inconsciente.

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A LEI DA ATRAÇÃO E O INCONSCIENTE

 

Em todos os momentos de nossa rápida passagem pela matéria podemos sentir que temos ligações espirituais em diversos níveis.

Ligações que, por muitas vezes, não podem ser explicadas e por muitas outras podem não serem entendidas, mas se meditarmos todos os dias, colocar nossa razão e compromissos um pouco de lado, em silêncio, podemos contemplar que de tudo o que acontece, NADA é por acaso.

 

É uma verdade também que todo este conjunto de causalidades independe diretamente de nossa vontade consciente. Há um conjunto de forças e pensamentos que estão à nossa volta e que pouco prestamos atenção que nos trazem sentimentos diversos e idéias que não sabemos de onde tiramos. No decorrer da vida o resultado destes vetores é que vamos mudando nossas concepções de julgamento e entendimento da sociedade em geral, sobre nós mesmos e de como encaramos cada situação que nos aparece.

O conceito de inconsciente coletivo bem como o de sincronicidade de Jung não são, ainda, totalmente reconhecidos cientificamente, mas podemos dizer que há algo muito semelhante que nos influencia fora do perímetro do alcance dos cinco sentidos. Observar isto acontecer é transcender o ato de simples viver. É tocar, mesmo que de leve, os segredos de toda criação.

Nesta zona de arquivos de pensamentos e vontades que pertencem a todo ser mental, obviamente nem tudo é puro e bem-intencionado. Por isso seria vital que para o progresso de nossa consciência além do material, meditássemos e filtrássemos o máximo possível daquilo que realmente pode-nos trazer benefícios e nos auxilie a progredir numa boa evolução.

Mas está errado pensar que podemos mudar uma realidade ou uma cadeia de acontecimentos com o inconsciente. Ele pode apenas alinhar certos parâmetros como acontecimentos similares paralelos, não de maneira ordenada e sequer repetitiva. Ele apenas caminha junto como uma maneira de descrição de mundo e suas interpretações ligadas ou no espaço ou no tempo nos remetendo às linguagens simbólicas.

Ele também diz que o modo que percebemos a sincronicidade entre as coisas estão ligados a simbologias primitivas, que nos pertencem não porque queremos e nem sequer nascemos com elas. Elas existem numa memória da humanidade, a memória Akashica. Estes símbolos recorrentes que nos ordenam a pensar duma maneira padrão foram chamados por Jung de arquétipos. São estes símbolos que unem nossa mente à correlação física de tudo que existe, porém não são a sua causa.

A causa somos nós. Como usamos estas faculdades para criar o mundo a nossa volta é de nossa responsabilidade cármica.

O equilíbrio entre pólos opostos é condição vital de existência no universo. É a condição de que temos que vencer as resistências para gerar harmonia.

O único caminho viável para a inteligência é o conhecimento. Este sim nos libertará.

Nossa aura detém um centro monádico que carrega energia polarizada conforme sua origem espiritual de interações materiais, emocionais e sensoriais no mundo material. Toda esta miríade de possibilidades vem indiretamente do movimento da criação.

Este movimento é o que une a ideação divina, com a espiritual, mental, animal e material. Segundo a teosofia, os resultados deste efeito de inteligência divina criam tudo o que vemos e também o que nos é supra-sensível. Cria a polaridade, ritmo, harmonia. Daí sobrevém a eletricidade, magnetismo, espaço, tempo e forças de coesão atômicas, que por sua vez criam outras manifestações mais físicas como o som, a luz, a cinética e outras mais que fisicamente podem ser verificadas.

Portanto há um vórtice inicial de onde tudo provém e que difere em substâncias conforme vai se tornando menos sutil. É para este torvedilho inicial seremos novamente atraídos. É utilizando dos conceitos de atração e repulsão que fomos atirados para a objetividade que na verdade é ilusória. E é através das mesmas forças que nos libertaremos dela até o ponto primeiro de emanação onde tudo é incriado, indiferenciado e real = a singularidade.

As emanações primais de energias no ser humano e tudo que o cerca no âmbito inconsciente, e a inter-relação oculta, entre ambos, podem ser observadas e estudadas. Assim teremos um vasto caminho a percorrer estudando-as, que nos levará a compreender mais facilmente a produção de certos fenômenos que nos envolve. Poderemos então classificar melhor e formular enunciados da Lei da Atração.

 

Se estes preceitos nos parecem inalcançáveis, tem que se começar a prestar atenção na vida.

Se nos parecem improváveis tem que se ter fé.

Se nos parecem difíceis, tem que haver perseverança.

Se nos parecem não serem aplicados a nós, deve haver pré-disposição para aceitá-lo quando estivermos preparados.

 

Toda esta linha de raciocínio nos leva a considerar a Lei da Atração. Quanto mais nos aproximarmos do bem-estar, da evolução espiritual e da bem-aventurança, mais atrairemos este tipo de energia. Vivendo isto e praticando seus efeitos, diretamente alimentaremos a egrégora de bons fluidos.

Porém, o contrário também acontece. Se vivermos do vício e maus costumes, se diariamente nos alimentarmos de visão pessimista e fatalismo cruel do mundo, mais entraremos no vórtice nebuloso da prisão material.

Por mais que alguém passe a vida toda à margem deste conhecimento o poder de gerar pensamentos e atrair o sutil ou o grosseiro não pode ser desligado. Percebendo ou não atraímos nosso destino imediato. Desejos de bondade ou mesquinhos ganham forma e eles tanto podem concretizar sonhos como nos trazer fatalidades sádicas que achamos então, merecer.

O inconsciente nos ocupa um vasto espaço no que é chamado de “psiquê”. A maioria de nós tende a ocupar o pré-consciente com uma duríssima luta entre o que é viver dentro de uma sociedade, de qual é a conduta correta numa situação e contrabalancear os efeitos do que nossa porção, mais animal e recôndita, queria que fosse realizado.

Nesta luta geramos um amálgama muito complexo de energias à nossa volta.

A luta por conter e suprimir nosso inconsciente ao invés de tentar traduzi-lo e entendê-lo, nos coloca num ciclo longo de indeterminação e dúvidas internas.

Nos últimos anos tem surgido muita literatura que nos ensina a pensar positivo e conseguir coisas. Que se trabalharmos nosso pensamento positivo, podemos operar magias para os olhos céticos.

Na verdade é um modo simplista e material de enxergar os efeitos da Lei da Atração. Este tipo de ensinamento do tipo “auto-ajuda” de como utilizar o poder do pensamento e energias arquivadas é real, porém subverte sua mais sublime função. São muitos os livros que ensinam fixar o objetivo em sucesso, dinheiro, posição social e etc. e a realmente consegui-los. Este método de conduta inverte o sentido de integridade espiritual quando faz o inconsciente subverter-se ao desejo do racional materialista. Ensina-nos que ao invés de suprimir e matar nossos mais interiores poderes, o escravizemos.

A essência deste poder que nos é inerente como seres humanos é diametralmente oposta. Precisamos primeiramente nos entender e nos conhecer. Daí passarmos a nos posicionar perante a humanidade e entender que de nós vem pequenas porções de líquido que deverão encher o oceano que constitui nossa sociedade.

Não adianta sobrepujarmos oponentes se no caminho alimentamos maus pensamentos e deixamos outro igual em situação de sofrimento. Só seremos um no dia que entendermos que se um sofre, todos sofremos um pouco.

Por isso devemos buscar empregar a Lei, posto que nela há de ser tudo, para neutralizar as leis vãs, buscar no superior, o controle do inferior transformando mediante suas capacidades o que é involutivo no evolutivo.

Não há como alterar o destino que o Criador colocou em prática no início dos tempos, mas há como realizar a boa obra no caminho de seu destino ou então frustrar seu dever imediato procrastinando sua redenção.

Ora, é preciso perseguir a bem-aventurança. Não é necessário se fixar na chegada, basta ir corrigindo seu caminho com diligência.

Nosso destino final é imutável, porém as vicissitudes do caminho dependem de nosso livre arbítrio.

Deixar a providência levar nossa vida não nos trás o merecimento que adquirimos ao estar vivos.

O Grupo Fraternidade EMC agradece a belíssima contribuição deste trabalho do M.’.M.’.  Gardezani, discutido em reunião.

 

Fraternalmente,

Discípulo Elias.

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando por uma Humanidade mais feliz!

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