A Cabala

Caros leitores,

Na reunião de hoje (24/04/2012), aberta as 20h, falaremos um pouco sobre a Cabala.

A cabala é um pensamento, por isso existem as Sephiroths produzidas pelo pensamento. Se nós olharmos para dois fios que conduzem a eletricidade, um é positivo e outro é negativo, o que causaria o tridimensional, caso contrário a lâmpada não acenderia. Feliz foi Thomas Edson que fez tudo isto através do pensamento. Por isto, podemos ter o imaginário, a imagem, o físico, os órgãos e a anatomia.

Sephiroths em seu significado é o contínuo da frequência em vibração do Criador até formar a circunferência que é o Universo. Vamos relacionar algo próximo que dará o exemplo do que é a Mandala.

Mandala é um nome com dois significados: mesmo que nas traduções do sânscrito se façam acompanhar de uma explicação acadêmica, dizendo que a palavra refere-se a desenhos geométricos que escrevem uns aos outros, como círculos e quadros concêntricos. Tal interpretação é apenas uma sugestão que não atende o significado do nome. A verdade é que na filosofia tântrica, a origem deste nome refere-se ou foi criado, a partir dos costumes dos monges budistas, que se sentavam em círculo para meditarem, a concentração tântrica.

Em épocas remotas os sacerdotes budistas enquanto praticavam meditação em grupos, tinham o costume de sentarem-se no chão cruzando as pernas em X, um ao lado do outro, assim reunidos joelho com joelho, formando um círculo geométrico. Durante as longas meditações, cerca de sete dias para preencher o tempo ocioso e ao mesmo tempo para minimizar a fome, era costume movimentarem as mãos primeiramente, e depois se preocupavam em formar figuras aleatórias no chão de areia. Mas com o tempo aperfeiçoaram a técnica e passaram a usar areia colorida, fazendo desenhos no terreiro circular naturalmente formando no meio da roda humana denominada círculo, os desenhos formados eram figuras geométricas inscritas umas às outras e adornadas por mosaicos coloridos. Ao final da meditação os monges retiravam-se, permanecendo apenas as marcas geométricas da reunião, que passou a ser denominada como mandala. Desta forma, mandala é o vestígio da reunião de sacerdotes budistas e não um simples desenho.

Um costume, por envolver um homem com a obra, lhes obriga dizer que a mandala é meramente um círculo geométrico, conforme ao longo dos anos vem sendo traduzido do sânscrito como um ritual que simboliza as marcas da interação da obra com os criadores. Todas as reuniões maçônicas são mandalas. Isso não quer dizer que arquétipo mandala não tenha seu valor, pelo contrário, as mandalas enquanto geométricas são feitas como infinidades de figuras que simbolizam a história e estrutura de uma nação. Em algumas ocasiões, percebe-se que na parte central do desenho, naturalmente se formam figuras geométricas, desde simples cruzes até as mais variadas formas que lembram construções humanas como abóbodas de templos e pirâmides.

As obras pelo fato de tratarem-se também de uma paisagem estilizada muito bonita, hoje em dia depois de pronta são fotografadas e posteriormente reproduzidas em estampas coloridas, menos perecíveis aos efeitos do tempo e deixam de ser fruto da concentração para ser conjunto de meditação. Como basicamente as mandalas compõem-se de formas geométricas distintas, são classificadas de arquétipos, portanto factíveis de cópias idênticas, deste modo, se não levar em consideração a temática requerida se astrológica por divinatória desconhece totalmente as origens e a finalidade de dois diagramas idênticos.

Pelo fato das mandalas reproduzirem a imagem da terra de fora para dentro, os desenhos escritos na mandala foram usados nas bandeiras de muitos países. Por isto os símbolos destas bandeiras foram elaboradas de forma para dentro objetivando serem vistas por Deus. Desde a bandeira templária da Inglaterra, a cruz de malta desenhada nas velas nas naus de Vasco da Gama e a gamada ou cruz suástica de Hitler, originaram-se de uma mandala perfeitamente simétrica. Conforme se percebe, suas dimensões são simples e fáceis de se chegar, o que se torna o arquétipo tão antigo como a estrela de Davi e estes desenhos são encontrados numa infinidades de azulejos e cerâmicas antigas e ambos serviam de padrões para algumas bandeiras. Segundo dizem, há uma tradição hindu que estipula uma regra para ver a suástica. O mosaico só pode ser visto da terra e respeitando o sentido de giro. que neste caso significa felicidade. Nas ilhas, as suásticas são colocadas em vitrais de iluminação do interior das casas, sempre tomando o cuidado de respeitar a mesma face, ou seja, o inverso da bandeira Nazista. Um dos motivos para explicar por que muitas pirâmides dos Maias e Astecas, se vistas do espaço, parecem-se com uma mandala e é bem nobre. Os engenheiros para organizarem um esquema de trabalho assimétrico, elegeram para o projeto algum destes arquétipos, se fosse uma segunda intenção de modo a produzir um fenômeno, devemos procurar saber a origem, se mística, astrológica ou divinatória. Já a arquitetura do enorme templo de Borobudur, na Ilha de Java é uma área quadrada edificada com 500 metros de lado, e foi descoberto ainda no início do século passado que guiou-se no sistema de uma mandala tridimensional que tanto poderá ser vista de cima ou lateralmente de perfil. Dependendo do que se pretende, outros esquemas usados para o enquadramento das mandalas servem para encontrar alguns ângulos e proporções consideradas sagradas. O nome da ordem Rosa Cruz originou-se de um desenho de uma  ou de um arquétipo bem comum, tipo Rosa dos Ventos, e que usualmente é visto como figura de fundo na mesa das bússolas.

Até metade do milênio passado as bússolas eram instrumento de orientação só acessível aos reis e feiticeiros. Na época do descobrimento ainda pertenciam apenas às ciências ocultas. Muitas expressões e ditos populares que acompanham até hoje os rituais maçônicos como as rezas, os passos e as benzas, nasceram inspirados no funcionamento destes instrumentos, como também a própria seita que durou-se no costume de sentarem em círculo enquanto conspiravam. É lógico que hoje, como uma maçonaria aberta, isto é registrado no clube, só poderiam ficar os vestígios, que são os passes, as rezas e as benzas que justamente respondem pela razão de serem aqueles sinais secretos que um maçom faz ao outro, além da poeira do esquecimento e mais nada. Um exemplo de origem das marcas, podemos encontrar nos rateios entre seno e cosseno de alguns ângulos considerados sagrados, tais como graus 13, 33, 66 e 666.

Encontramos as marcas nos instrumentos maçônicos que são os números de ouro, divinas proporções, sendo que o rateio entre a largura e o comprimento, na maioria das bandeiras do mundo, fundamentam-se nestes padrões.

Não fosse então as datas que aconteceram os fatos, os ângulos e os panos da inclinação, diríamos que os arquétipos são apenas uma singularidade, que passariam desapercebidos, sem notarem que esta mandala, mais do que a essência, é o polo de um projeto para manter um tratado da interação das obras com seus criadores e que a seleção de algumas de suas linhas desocultam as réguas que um dia guiaram as mãos daquele que provavelmente arquitetou.

A cabala, mandala e o poder dos rituais que sempre através do pensamento formaram a anatomia. Os rituais constituem uma ruptura nos ritmos cotidianos que abrem passagem para o contato com o sagrado e como tal já estavam presentes no início da história humana. Alguns deles são facilmente identificáveis, como natal, páscoa ou reveillon, mas qualquer ocasião de renascimento, ou seja, de sair de uma fase da vida para outra, merecem uma celebração. Tudo leva a crer que podemos ter na logoterapia, a cura, através do espírito. Segundo a logoterapia ao deixarmos fluir a essência divina que habita em nós, somos capazes de anular todas as formas de imperfeição humana como doenças, medos, carências e desarmonias.

A base de tudo é a vida. Se a matéria é um estado especial da energia, a vida é um detalhe, uma sintonia fina da matéria. As formas de vida na Terra, as únicas conhecidas pelo homem, são baseadas na química do carbono. Todos os seres vivos possuem em suas células átomos de carbono. Em outros universos pode existir vida baseada num elemento diferente.

Para um astronauta que conseguisse fazer sua nave entrar num buraco negro, a morte que certamente ocorreria pelo esmagamento da matéria orgânica, seria apenas um acontecimento fugaz, sem importância. O que sobrará dele, na forma de energia do pensamento, teria atingido a eternidade. Este conceito quer parece “ficção científica” é uma realidade objetiva para certos cientistas, algo que pode ser expresso numa equação matemática, mas estranho é que tudo isso só se passaria na presença de um observador.

No universo tudo que é observável existe desde sempre, nunca foi criado e nunca será destruído e o que existe é um ciclo de centenas de bilhões de anos em que a matéria emerge do caos. Vivemos agora o período de organização que deu origem às galáxias e à vida. O universo é uma imensa bolha, cujo, o conteúdo afasta-se do centro original e empurra para longe os seus limites e nada impede que outros universos flutuem no espaço a distâncias incomensuráveis do nosso.

Nestes universos as leis podem ser totalmente diferentes das desconhecidas. A gravidade pode, por exemplo, ser repulsiva e a chuva cair para  cima. O sol está a oito minutos luz da terra, isto significa que alguém viajando na velocidade da luz chegaria lá em oito minutos. O objeto mais longe da Terra está a oito bilhões de anos luz, o universo mais próximo do que contém a Terra, o sol e o quasar, está a uma distância inconcebível e ele só poderia ser atingido caso houvesse uma quebra no tempo. E para nosso conhecimento, no universo existem centenas de bilhões de sistemas solares.

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