A Cabala dos Hebreus

Caros leitores,

Na reunião de hoje (01-05-2012), aberta as 20h10, iniciamos a discussão sobre a A Cabala dos Hebreus, segundo as palavras de Chevalier Drach.

O que os Hebreus ensinam a respeito de sua cabala e de sua antiguidade, são eles os principais doutores desta ciência esotérica, é que a cabala que se transmitia primeiro oralmente e depois por escrito em tempos posteriores. Os livros que nos restam desta redação, os incrédulos tem procurado desnaturar-lhe o sentido.

A Lei escrita e oral um a legal e a outra mística ou cabalística.

O termo cabala que em Hebreu quer dizer, tradição recebida do verbo, indica por seu próprio nome que cada ciência é olhada pelos rabinos como um ensinamento tradicional.

Ela consiste, segundo esses doutores em tradições, que remontam aos tempos mais antigos, ou seja, até Moisés ou mesmo até Adão. O legislador do povo Hebreu, dizem, recebeu de Deus, não apenas a lei escrita, mas também a lei oral. Isto é, sua interpretação tanto legal ou talmúdica, quanto mística ou cabalística. Com efeito, jamais foi permitido aos Hebreus explicar a palavra de Deus de outro modo, que conforme a tradição ensinada,pelos antigos, e em último expediente, em caso de dúvida, segundo decisão do supremo pontífice de cada época vêde Deuteronome VXII, 8 e seguintes.

Essas duas partes da lei oral não se completam então senão de tradições, e deduções lógicas às quais elas dão lugar para se determinar o sentido. Sem dúvida, aí é introduzido, por assim dizer, muito dessas irradiações apócrifas, ou desnorteadas, pelas quais os fariseus violavam o sentido da lei santa, e que Nosso Senhor condenou nos termos mais severos. Mas é aqui o lugar de assinalar a regra que dei em diversas passagens de minhas obras. Eis-la: toda a tradição e traz o título de verdadeira religião, à qual assim como exprime tão bem santo Agostinho, remonta ao berço do gênero humano (I), é então indubitavelmente autêntico.

  • (1). Res ipsa quoe nunc christiana religio nuncupatur; erat et apud antiquos, nec de fuitab initio generis humani quousque ipse Christus venitio in carne. Unde vera religio, quoc jam erat, coepit appellari christiana, Retract. (I. XIII, 3).

Certamente, elas não são da invenção dos rabinos, as tradições que representam da divindade três esplendores (2) supremo, distintos, entretanto unidos inseparavelmente numa essência única da unidade mais absoluta. Aquelas que estabelecem que o Redentor de Israel devia ser por sua vez verdadeiro Deus e verdadeiro homem (3).

  • (2) Traduz-se as Sephirots por numeração e por esplendor. Os extratos que dou mais adiante provam que este último sentido é o único verdadeiro. Vêde os extratos que seguirão mais abaixo. Observo aqui que em minha Harmonia citei entidades após as quais o grande mistério da Trindade devia restar o segredo de apenas alguns personagens privilegiados e não se divulgar senão na vinda do Messias.
  • (3) Vêde minha Harmonia, tomo I, página 70 a 107. tomo II, páginas 387 a 485.

Aquelas que ensinam que o Messias se oferece para tomar para si a expiação de todos os pecados dos homens (4); aquela que nos ensina que o Schilo, prometido pelo patriarca Jacob e Zohar, 2ª parte, colunas 379, 380: O Messias se apresenta e exclama “que todos os sofrimentos, todas as doenças (espirituais) de Israel venham sobre mim! Então todos chegarão sobre si. E se não houvesse absolvido Israel para os tomar sobre si mesmo, não haveria nenhum homem capaz de suportar as penas que merecia Israel pela transgressão da lei santa. É o que diz o profeta (Isaías – LIII, 4): Ele é verdadeiramente absolvido de nossas doenças, e levou nossas dores”. Nova prova contra os rabinos como o capítulo que trata do Messias.

O Medrasch – Yalkut sobre o cap. LX de Isaías, n º 359 transcreve uma longa passagem do antigo livro Pécigta-Tabba que encontra a conversa do Messias com Deus o Pai. O Messias aceita com um coração jubiloso a expiação dos pecados de todas as crianças de Adão, tanto os passados, quanto os presentes e aqueles que estão por nascer; e isto malgrado o quadro terrível que Deus lhe apresenta desta dolorosa expiação. Não esta lá o Messias atendido pelos Judeus. Deve ajuntá-los de sua dispersão, lhes tomar Jerusalém e aí erguer o templo; depois de lhes ter submetido o resto das nações da terra. Eu digo, o resto; porque elas serão exterminadas em grande parte. Há agora bem Judeus que não tem grande fé na vinda do filho de David, e o caso escapado, não sonhariam de seguir na Palestina. Encontrando-me na companhia magnífica de um ricaço desta nação, eu digo a meu hospedeiro: Se o Messias chagasse vós abandonarieis com pezar esta bela propriedade. Quando ele vier, respondeu-me, nós lhe suplicaremos de enviar à terra santa os cristãos, e de nos deixar tranquilos na França, onde nos encontramos perfeitamente bem.

É realmente o Messias (5); todas as coisas que os doutores da Sinagoga moderna negam obstinadamente.

  • (5) Zohar, 1ª parte , coluna 504: “O nome Schilo, tal como esta ortografia aqui, Gênese XLIX , 10, indica que o nome santo supremo da divindade estará nele, tal é o mistério anunciado aqui”.

Rabbi Salomon e Yarhhi explica igualmente o nome por Messias, de conformidade aos  três parágrafos caldéicos, d’Onkelos, de Jonatahan ben Uziel e de Jerusalém.

Talmud tratado Sanhédrim fol. 98 versa: “Schilo é o nome do Messias, pois ele é assim chamado na profecia de Jacob”.

Não é um rabino moderno que será visado de rogar ao Zohar a explicação seguinte, confirmativa daquele do Evangelho, Matth XXI, 4, 5: O pobre (6) montado sobre um asno, profetizado pelo profeta (7).

  • (6) Hebreu e a vulgaridade de Zacaria trazem pauper, e não mansuetus. São Justin cita este versículo, sem dúvida de memória, como se aí lê-se os dois.
  • (7) O Zohar, 1ª parte, col. 505; 2ª parte, col. 171, e o Talmud, tratado Sanhédrim, fol. 98 reto, citam o versículo de Zacaria como designando o Messias).

Nas próximas reuniões teremos como segmento os “Principais doutores da Cabala: O Zohar” até a “Regra para citar o Zohar”; “A Emanação da cabala e as 10 Sephirots ou Esplendores. Os três esplendores supremos”. “Sete esplendores compreendidos sobre a denominação, conhecimento ou atributos divinos”. “As sete luzes brilhantes no Apocalipse IV, 5, e os sete olhos de Jehova, Zacarias, IV, 10″. A árvore cabalística , Et Nolito Tangere”. A figura mais comum sob a qual se representa as dez Sephiroth é esta aqui, conhecida sob o nome de árvore cabalística: (Figura da árvore cabalística / árvore da vida). Extratos dos livros cabalísticos (aviso aos estudantes). Unidade, ela é elevada acima de todas as coisas, os mestres da tradição a qualificam de glória segunda.

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