Reunião Semanal:  

Caros leitores, 


Na reunião de hoje, quarta-feira dia 21/09/2016, repassamos um artigo muito interessante a respeito da Ordem Maçônica.

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Maçonaria… Ontem e Hoje

“Maçonaria: criada pelo espírito participativo do homem; desenvolvida pela capacidade de entendimento do homem; cultuada pelos homens que nela acreditam; perpetuada por todos aqueles que mantêm, dentro de si, a chama do amor ao próximo, o ardor da solidariedade, o altruísmo da fraternidade e a crença de que a liberdade seja, de fato, abrangida pelos povos e pelas nações.

Quando, aquele que é escolhido, que passa pelo cerimonial iniciático e que recebe a Luz, a priori, já pode se dizer Maçom. Passa a integrar uma família, cujos mem bros, acreditam na prevalência do espírito sobre a matéria, que acreditam na igualdade entre todos e que se dizem “livres e de bons costumes”. Porém, isto, apenas isto, não basta para que o homem seja, de fato, um verdadeiro Maçom. Existem muitas outras coisas, muitos outros fatores que implicam na qualidade esmerada de um bom Maçom.

Na qualidade de um ser que saiba o significado, em toda a sua plenitude, do conceito desbastar a “Pedra Bruta”. A Iniciação é, ainda, apenas o primeiro passo de uma longa caminhada. Ontem, a Maçonaria estava preocupada com a construção de Igrejas, de Palácios, de obras suntuosas. Eram Pedreiros Livres que seguiam ordens, que respeitavam a hierarquia, que absorviam ensinamentos, que trabalhavam pelo bem comum, mas que, acima de tudo, já eram instruídos e disciplinados na doutrina e na filosofia da Sublime Instituição, existentes em suas raízes.

Ainda, na fase Operativa, a Maçonaria já defendia, com todas as forças e todas as armas, a libertação dos oprimidos, lutava contra as ideias opressoras e contra o desrespeito para com o direito do homem e da humanidade.  Talvez, seguindo fortes argumentos de grandes pensadores, seguindo os objetivos para um mundo melhor e, também, buscando o fortalecimento da união entre os povos, a Maçonaria não se descuidava da preservação de seus símbolos, de seus mistérios e do importante papel que, mais tarde, faria dela uma das entidades de maior credibilidade no mundo.

Hoje, na sua segunda fase – Maçonaria Especulativa – a maior objetividade é o desenvolvimento cultural, do aprimoramento do caráter do homem, dos estudos altamente abalizados, das pesquisas aprofundadas na história do seu desenvolvimento. Tem um fundamento basicamente cultural, mas que não se omite na luta em favor do bem comum, dos direitos do homem, de sua cidadania, dos progressos da ciência e da tecnologia. 

Desta forma, a Iniciação Maçônica, nos dias de hoje, tem um significado, para o Maçom, de compartilhamento da sabedoria, dos progressos culturais, do conhecimento abalizado de sua história, especial e principalmente, nos Graus mais elevados. É uma busca constante da intelectualidade em todos os sentidos.

Hoje não basta apenas ser maçom. Hoje, é fundamental uma ativa participação, um constante aprendizado, uma busca incessante nos conhecimentos dos fundamentos da Instituição, uma presença marcante em todas as atividades, muito estudo e muitas pesquisas. O aspecto filantrópico tem a sua base assentada no alto espírito de fraternidade e de solidariedade. Não pode, sob qualquer hipótese, ser deixado em segundo plano.

Ontem havia uma acomodação no aspecto cultural, hoje há necessidade de um grande dinamismo nos estudos. Para isto existe uma gama de grandes e abalizados escritores. Existem as Academias, Existem os Pactos da Amizade. Existem os Conselhos de Veneráveis. Existem os encontros e seminários promovidos pelas Potências Maçônicas, onde a cultura, a luta pela liberdade, pela educação, pela ética, pela moral e pela igualdade, sempre são assuntos da maior relevância.

Por tudo isto, porém, não importa quais os aspectos da Maçonaria de ontem e os aspectos da Maçonaria de hoje. O que importa, realmente, é que o trabalho Maçônico seja feito dentro das normas estabelecidas pelas Constituições, pelos Estatutos, pelos Rituais, pelos Tratados que se acham alicerçados nos princípios régios da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Importa que o Maçom tenha consciência de seus deveres e de suas obrigações. Que seja cumpridor dos “mandamentos’ e postulados estabelecidos pela conduta moral, espiritual, ética, de honradez, de bom sendo e de juízo, sempre dentro da razão e buscando a verdade com seus fortes argumentos.

Há de se ter compreensão, de que a ignorância, o fanatismo e a superstição, são vícios que contrastam, frontalmente, com as virtudes Maçônicas. É preciso, também, que a tolerância seja levada a efeito, em todas as oportunidades para que susceptibilidades não sejam feridas. Contudo, uma tolerância que não se associe à conivência com os erros e com as injustiças.

Que todos nós sejamos, com as bênçãos do Grande Arquiteto do Universo, verdadeiros Maçons.”


(Autoria: Ir.’.  José Vicente Daniel)

* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann


Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando Por uma Humanidade Mais Feliz!

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